1986, após um desastre nuclear as calotes polares do hemisfério norte derretem inundando tudo à sua volta. Terra séc. XVIII, o mais terrível dos prisioneiros (Xombul), evade-se e regressa a Nova Iorque de 1986 através do espaço-tempo para roubar os tesouros cientificos da época que incluem os planos de uma máquina espaço-temporal capaz de viajar através dos tempos… o agente espaçio-temporal Valérian e a sua companheira Laureline regressam ao passado para salvar o futuro!

Em resumo – muito sucinto – é isto o primeiro volume da série “Valérian Agente espaçio-temporal” escrita por Pierre Christin e desenhada por Jean-Claude Mézieres e editado em 1970!

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Capa

Numa Nova Iorque apocalíptica, metade submersa metade a tentar manter-se à tona da àgua, Valérian cai no meio de um bando que se dedica a pilhar os tesouros deixados para trás pelos antigos residentes e com a ajuda destes, não sem uma boa conversa de persuasão pelo meio, vai tentar que Xombul não consiga chegar aos planos da máquina do tempo… pelo meio enfrenta robôs que disparam raios mortais pela viseira, é salvo por Laureline e consegue evitar que Xombul não consiga os seus intentos. Tudo normal para uma boa história de ficção científica num livro onde a arte de Mézieres ainda não estava no seu melhor mas a escrita de Christin já continha os seus habituais toques de humor espalhados um pouco por todo o lado.

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Um pormenor do interior do livro…

Não deixa ser interessante que o desenho de Mézieres foi claramente inspirador para George Lucas, por exemplo o Millennium Falcon de Han solo é nitidamente copiado da nave de Valérian e de Laureline e Mézieres sempre fui muito critico à série de filmes em virtude desta “inspiração” não atribuída.

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Um último pormenor do interior do livro…

Um clássico da banda desenhada dos anos ’70 e ’80s.